Atividades físicas dentro da jornada de trabalho, é possível?

O índice de sedentarismo vem crescendo no mundo e, atualmente, o Brasil tem o posto de país mais sedentário da América do Sul e 5º lugar do mundo. 

As consequências deste cenário já estão sendo percebidas na saúde pública, principalmente com o aumento da incidência de doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs), como hipertensão e diabetes. 

E qual a realidade dentro das empresas?

Podemos dividir em duas a população de trabalhadores: uma que atua em áreas produtivas, em que o movimento/esforço está presente nas atividades laborais (que às vezes chega a uma sobrecarga física), e outra que atua em escritórios, com atividades predominantemente mentais e INATIVIDADE física presente, caracterizada pela postura sentada por períodos prolongados.

Diversos estudos já comprovam a relação dessa inatividade no trabalho com o desenvolvimento de doenças. Nos que foram desenvolvidos pela Universidade de Harvard e outro pelo American College of Physicians, notou-se que se submeter ao chamado ‘comportamento sedentário’ aumenta os riscos de Diabetes tipo 2, câncer e doenças relacionadas.

O problema fica maior quando consideramos que boa parte dessa população de escritórios se desloca para o trabalho de carro, ou seja, mais um período sentado e associado a fatores de sobrecarga mental devido ao trânsito, nível de atenção, entre outros.

Criando soluções internas e incentivando os colaboradores

Oferecer uma estrutura para programa de treinamento físico ou um benefício-academia, ajuda? Sim, essa são formas que funcionam principalmente para pessoas mais disciplinadas e que não têm horário para pegar os filhos na escola ou chegar em casa, por exemplo.

Outra meio de ajudar esses colaboradores a incluírem mais atividade física na rotina é proporcionando oportunidades dentro da empresa e incentivando novos hábitos. Estas oportunidades seriam como um ‘menu’, onde o colaborador tenha opções de atividade que possam se encaixar na própria jornada de trabalho, com o mesmo traje, atividades de leve intensidade que proporcionam estímulos que gerem a QUEBRA DA INATIVIDADE física e também um momento de alívio mental. 

Outros incentivos estão relacionados ao comportamento e ambiente, que vão desde o uso de escada, almoço em local que permita um deslocamento a pé, escritório com algumas mesas que permitam o trabalho e até reuniões rápidas em pé.

E sobre a outra parte da população, que já tem o movimento como parte da atividade laboral, muitas vezes esses precisam de uma compensação direcionada às exigências ergonômicas (sejam físicos, voltada aos segmentos corporais mais exigidos nas atividades, ou mentais, buscando-se também aquela pausa ativa que gera certo alívio), promovendo assim um maior equilíbrio físico e mental.

A ginástica laboral é uma das modalidades mais utilizadas para esse objetivo e pode funcionar muito bem, ou não, tudo depende do perfil do público, da cultura da empresa e, principalmente, do tipo de abordagem feita na implantação e no dia a dia da atividade. 

Para o público administrativo já desenvolvemos uma atividade alternativa, em ambiente reservado (muitas vezes uma sala ‘flexível’ da empresa) e preparado para práticas corporais e relaxamento.

Sua empresa já sabe o percentual da população que é sedentária? Dos que vão de carro ao trabalho e ficam muito tempo em deslocamento? Já se imaginou comparando esse grupo com outros de perfis diferentes, como ativos? Qual o impacto desses comportamentos e hábitos sobre nível de estresse, incidência de sintomas osteomusculares, DCNTs e utilização e sinistralidade do plano de saúde?

Esse é o ponto de partida para a implantação de ações com assertividade, e o que buscamos fazer na ElevaLife para mostrar o caminho do bem-estar às pessoas e ao mesmo tempo gerar resultados às empresas! 

Rafael Piacenti

View posts by Rafael Piacenti
Sócio-fundador da ElevaLife, possui formação em fisioterapia esportiva, postural e ergonomia e atua na área da saúde do trabalhador desde 2009.
Scroll to top