Como está sua alimentação neste período de pandemia?

Com a pandemia e a necessidade de isolamento durante a quarentena, muitas pessoas se viram por um período maior do que o de costume dentro de casa. Com as preocupações e incertezas inerentes a esse período, muitas mudanças emocionais surgiram, como ansiedade, insegurança e estresse. Essas mudanças podem refletir também no comportamento alimentar da população.

A mudança no comportamento alimentar pode se manifestar desde um comer excessivo através do aumento da frequência da alimentação (“beliscar” toda hora) ou pela compulsão alimentar (comer toda hora).

Os impactos do isolamento no comportamento alimentar

O isolamento pode se tornar perigoso do ponto de vista da saúde física e mental porque coloca muitos indivíduos em situação de alarme ativo 24 horas por dia, porém o corpo humano não foi projetado para viver em estresse por um período tão prolongado.

Um estudo publicado em março de 2020 pelo Instituto de Tecnologia de Massachussetts avaliou como o isolamento social necessário frente à pandemia de COVID-19 afeta o cérebro. O que perceberam foi que o cérebro é ativado nesse período de isolamento, da mesma forma que ocorre quando restringimos a alimentação ou passamos muito tempo em jejum.

Desta forma, durante a quarentena muitas pessoas perceberam uma alteração no comportamento alimentar, que pode estar relacionado a um tempo maior dentro de casa (o que nos deixa menos ativos), favorecendo o acúmulo de gordura corporal e consequentemente o ganho de peso; estoque de alimentos não perecíveis, o que nos leva a ter contato maior com salgadinhos, bolachas, pratos congelados, refrigerantes e afins; e o próprio isolamento gerando uma sensação de solidão que pode ser um gatilho para assaltos à geladeira.

Como o estresse afeta nosso apetite?

O estresse desempenha um efeito poderoso sobre o apetite e o que é ingerido durante o isolamento pode ajudar ou piorar o seu manejo.  A pessoa que está com níveis elevados de tensão e estresse tem uma grande carga de cortisol circulando no organismo, o que resulta no desejo elevado por alimentos gordurosos e açucarados.

Estudos mostram que o estresse está associado a uma maior preferência por alimentos ricos em energia, com alto teor de açúcar e gordura. Quando a pessoa se vê preocupada ou assustada, acaba procurando açúcar, carboidrato e gordura para suprir a energia. Por conta disso esses alimentos funcionam também como uma espécie de tranquilizante natural.

Para o ser humano, a comida está associada às emoções, sentimentos e prazer, fazendo com que nossa relação com a alimentação seja complexa e emocional. Por isso, faz sentido que, quando estamos diante de situações estressoras, recorremos a guloseimas para buscar conforto, distração e relaxamento.

Porém esse ciclo alimentar que busca conforto para o estresse na comida nos leva a desafios físicos e emocionais, pois esse comportamento pode aumentar o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares, além de favorecer crises de ansiedade e depressão.

Confira dicas de como controlar os excessos na quarentena

Agora, com a chegada do inverno, o risco da alimentação excessiva se agrava ainda mais. Segundo nossa nutricionista Diana Ribeiro, o organismo fica mais acelerado nos dias frios, para manter o organismo aquecido. Isso também pode gerar um desejo maior por alimentos mais calóricos e gordurosos.

Por isso nesse período se torna tão importante cuidarmos da mente e também da alimentação! Confira algumas dicas que nos auxiliam a mantermos o equilíbrio nutricional e a alimentação adequada durante a quarentena:

  • Planejar a compra dos alimentos, buscando incluir na lista alimentos saudáveis como verduras, legumes e frutas;
  • Manter-se atento aos sinais corporais – respeitando a saciedade;
  • Desenvolver uma rotina básica de alimentação, evitando intervalos prolongados de jejum;
  • Fique atento ao tamanho das porções;
  • Evite o “comer emocional” – Focar em outras atividades pode ajudar a diminuir a vontade de beliscar o tempo todo;
  • Exercite o autocuidado!

Confira também no link abaixo o vídeo completo da nossa Nutricionista Diana Ribeiro com mais dicas para evitarmos o ganho de peso nesse período: http://digital.elevalife.com.br/conteudo/como-passar-o-inverno-sem-ganhar-peso-

Luciana Jamas

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Psicóloga na ElevaLife, graduada em Psicologia (2008) é Pos-graduada em Psicologia Hospitalar e da saúde (2011). Formação em psicopatologia (2017). Atuação em Saúde Mental do colaborador desde 2018 e Psicoterapeuta desde 2015.
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