insonia

Dormir tem sido difícil?

A insônia pode ser definida pela insatisfação com o sono, seja pela dificuldade de iniciá-lo, por mantê-lo ou por acordar antes da hora desejada. Um artigo publicado em 2013 pela Revista Brasileira de Neurologia já apontava a insônia como o transtorno do sono mais presente nas pessoas.

Agravado pelo momento atual de pandemia e a necessidade de isolamento social, os transtornos do sono passaram a incomodar ainda mais a população, que vem se queixando cada vez mais da dificuldade que tem encontrado para ter um sono de qualidade.

Em pesquisa recente com alguns colaboradores que estão trabalhando em Home Office, 54,9% apontaram que vivenciam muita ou extrema perturbação do sono.

 A dificuldade em dormir aparece de várias formas

O tempo necessário para um sono reparador varia de uma pessoa para outra, mas estudos mostram que a maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta.  Muitas vezes, quem não consegue dormir durante o tempo necessário, pode apresentar os seguintes sinais:

– Sono superficial ou agitado;

– Dificuldade para dormir ou para manter o sono;

– Privação total do sono (quando não conseguimos iniciar, nem manter o sono ao longo de toda a noite).

 Principais mudanças percebidas durante o período de isolamento e suas consequências

Uma matéria recente da BBC News mostrou que a mudança na rotina imposta pela pandemia e necessidade de isolamento social podem afetar negativamente o padrão do sono.

Alteração na rotina: quando passamos a alterar o nosso horário de dormir, por vezes indo dormir mais tarde do que o habitual e como consequência, acordando mais tarde também. Segundo a matéria da BBC News, se acordamos mais tarde durante a quarentena, perdemos parte da luz do sol da manhã, essencial para o cérebro saber que em 12 ou 14 horas será hora de dormir.

A diminuição da atividade física nesse período também pode explicar a maior incidência de problemas relacionados ao sono. Ainda segundo a matéria, durante o dia, nosso corpo permanece ativo e, quando chega a noite, sentimos necessidade de descansar. Porém, como estamos fazendo menos atividades ao longo do dia porque estamos isolados em casa, isso poderá afetar negativamente o padrão do sono.

– Por fim, um fator importante que também influencia negativamente no padrão de sono nesse período são a ansiedade, a insegurança e o medo presentes nesse momento.

O problema é que, quando ficamos com o padrão de sono alterado e privação do sono por dias consecutivos, como consequência podemos apresentar outros problemas associados, como:

– distúrbios da memória e concentração;

– ansiedade;

– irritabilidade;

– baixo rendimento profissional.

Confira dicas que podem auxiliar na sua qualidade do sono

 Como forma de amenizarmos essa dificuldade, vale a pena aplicarmos a higiene do sono, ou seja, colocarmos em prática algumas ações que podem nos ajudar nesse momento:

– Limite o consumo de cafeína presente no café, chás, chocolates, etc.

– Exercite-se regularmente, mas evite atividades perto da hora de dormir. Atividade física regular é essencial e pode ajudar a dormir melhor. No entanto, a prática de exercícios à noite pode atrapalhar o sono.

– Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar.

– Procure relaxar antes de ir para a cama. Ouvir música, ler um pouco, conversar, assistir a um filme. Lembre-se de que, depois de uma noite de sono reparador, as soluções para os problemas podem fluir melhor.

– Usar técnicas de relaxamento na hora de deitar também pode ajudar.

– Chás como de camomila, erva-doce, erva-cidreira, também pode ter um efeito relaxante e auxiliar no sono.

Ter uma boa noite de sono neste cenário atual está sendo difícil para muitos, e como pudemos observar, não ter um sono reparador afeta e desequilibra profundamente a nossa vida. Por isso, é muito importante priorizá-lo.

Praticar meditação é um bom caminho para combater a insônia. Acesse nosso portal e confira o canal de Controle do Estresse e Equilíbrio Emocional: http://digital.elevalife.com.br/

 

Luciana Jamas

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Psicóloga na ElevaLife, graduada em Psicologia (2008) é Pos-graduada em Psicologia Hospitalar e da saúde (2011). Formação em psicopatologia (2017). Atuação em Saúde Mental do colaborador desde 2018 e Psicoterapeuta desde 2015.
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